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LITERATURA, CAMERA, AÇÃO:

Por Rodrigo Sepúlveda

JACK RACHER O ÚLTIMO TIRO

ONDE O PAPEL VENCE A TELA E ONDE A TELA SURPREENDE

Os romances do autor britânico Lee Child cujo nome verdadeiro e James Dover Grant estão concentrados no seu personagem principal Jack Racher um pragmático ex-militar,

nômade especialista em missões de alto risco e contraespionagem considerado uma força da natureza com 110 kg e 1,95 m de altura, teve uma explosiva adaptação

cinematográfica com Tom Cruise divergindo bastante com o livro original onde um suspense de ação deixou em segundo plano a envergadura do misterioso gigante e intimidador .

Para começar nossa porrada narrativa nada melhor que uma ficha rápida para entender o processo de adaptação, o livro original de Lee Child que deu origem ao filme “Jack Reacher o ultimo tiro“ de 2012 chama-se “One Shot“, publicado originalmente em 2005 no Brasil foi publicado com o titulo “O ultimo tiro“ ou como “Um tiro“, a direção do

filme ficou com o cineasta norte americano Christopher McQuarrie mundialmente

conhecido por sua parceria na franquia missão impossível com tom Cruise, mais uma vez

no papel principal, no livro embarcamos em 450 páginas de um ritmo investigativo ,

procedural policial com monólogos internos contra um trilher de 130 minutos de ação

pura num trilher com uma pegada noir.


AS GRANDES DIFERENÇAS QUE IMPORTAM PRO LEITOR

NO LIVRO: Reacher e um brutamontes de 1,95m , 110 kg e mãos do "tamanho de presuntos" a intimidação física resolve metade das brigas antes de começar . Lee Child

descreve ele com um tubarão, onde a besta entra no ambiente e tudo muda de postura .


NO FILME: Tom Cruise e bem menor, com 1,70 m o filme troca toda aquela força bruta pela indiscutível presença de cena, intensidade e frieza no olhar marca registrada nos filmes do protagonista, funciona bem na tela, mas para os fã do livro é a

maior heresia . O próprio Lee Child defendeu “Tamanho não e o que define Reacher é a

atitude" ainda assim, a briga no banheiro com 5 caras fica menos crível quando não e

um gigante lutando.


MONOLOGO INTERNO X OLHAR DE CRUISE

NO LIVRO: 60% da graça vem da cabeça de Reacher, ele e extremamente instruído e

perspicaz . Ele calcula ângulos de tiro, deduz mentiras por micro expressões, decide

não matar por que "da muito trabalho explicar pro Exercito" enfim você vive a

dedução das circunstancias junto.


NO FILME: Muitas cenas sem narração, McQuarrie usa silêncio, close no olho do

Cruise e diálogos secos e inexpressivos. A cena do estande de tiro vira visual, Reacher

mira, atira, não pisca, perde em profundidade ganha em estilo, fã de policial clássico

prefere o livro. Fã de telona dos anos 70 vai curtir a economia do filme.


HELEN RODIN, DE COADJUVANTE PARA O INTERESSE ROMÂNTICO

NO LIVRO: Helen e advogada e defensa, filha do promotor, fria, competente,

relação estritamente profissional com Reacher. Ela não e nem quer ser donzela, está longe disso, seu negocio e bancar a investigação a qualquer preço.


NO FILME: a britânica Rosamund Pike vira par romântico implícito, ganha mais tela, mais vulnerabilidade, menos agência. O filme Hollywoodiza neste ponto, queridos leitores vale a pena discutir como adaptações cinematográficas suavizam personagens femininas para “Facilitar” a recepção do publico. No livro ela, uma durona que quer resolve o caso junto, no filme ela se salva no ultimo segundo.


O VILÃO ZEC HORROR PSICOLÓGICO X VILÃO GENÉRICO

NO LIVRO: Zec e um monstro de Gulag de 80 anos, sem dedos que mastigou as

próprias mãos pra sobreviver. O capitulo dele e um conto de horror puro. Ele é frio

como o gelo não levanta a voz. Só manda matar.


NO FILME: Werner Herzog faz um Zec teatral, mas o roteiro corta 90% da história,

vira só um “Velho russo mau“ o peso sombrio de Gulag some.


Neste ponto o livro massacra, se for escrever sobre vilões literários pode usar Zec com exemplo de "menos é mais" infelizmente o filme não chega perto da personalidade do monstro siberiano.


O TIRO 6 HORAS X 6 MINUTOS

NO LIVRO: O caso todo gira em torno da balística, Reacher prova que o atirador não

era o acusado por que o tiro exigia um veterano, perto de 200 páginas de pura física, vento, respiração. É CSI escrito!


NO FILME: As 200 páginas de física são resolvidos numa cena no estande de tiro. Visual rápido, eficiente, mas a obsessão técnica some. Leitores de “policial raiz” vão

sentir falta, quem quer aquele balde de pipoca agradece.


LIVRO X FILME ONDE ACERTA E ONDE SURPREENDE

A CENA DE BRIGA NO BANHEIRO: Coreografia seca, sem música. Mais brutal

que 90% dos livros. Virou referencia.


O MESTRE ROBERT DUVALL COMO CASH: Rouba o filme em 10 minutos, presença marcante, carisma inabalável. O velho atirador do estande e melhor que no

livro.



AQUELE CLIMA NOIR: A fotografia de Pittsburgh a noite, chuva neo-noir anos 70, bilhares com cheiro de problemas , um Chevrolet Chevelle 1970 de cor vermelha um

clássico “Muscle car” e aquela jaqueta de couro gastado pela chuva e as brigas de rua. Lee Child disse que capturou a “alma“ de Reacher melhor que o físico.


Leitores viciados em adrenalina leiam o livro se vocês quiserem encontrar o típico

policial detalhista, estrategista que entra na mente do vilão até ter pesadelos. Esse é

Reacher raiz ou veja o filme se você quiser um thriller enxuto de 2 horas com Tom

Cruise no modo “sem piscar”, ação pratica sem firula . É uma boa porta de entrada na

trama. Para muitos “Tom Cruise nunca deveria ser Jack Reacher mesmo assim o filme

funciona” por que o livro te convence que Jack Reacher é o cara mais perigoso da sala

por que ele pensa 10 passos a frente, já o filme te convence por que Tom Cruise não

pisca quando quebra um braço. Dois Reacher's diferentes, a mesma regra: Não mexa

com ele.


Rodrigo Sepúlveda - Colunista


Fala leitor meu nome e Rodrigo Sepúlveda  , autor do eletrizante Codinome Gringo e  O Alquimista que desafiou o destino  e essa coluna e para você viciado em adrenalina  que al igual que eu cresceu lendo livro com orelha rasgada e assistindo filme dublado na tv de madrugada .obviamente os de ação , aqueles onde o cara leva três tiros , cai do prédio, levanta e ainda tem frase de efeito .
Criei essa coluna porque acredito  que uma boa aventura salva a gente da rotina , aqui você vai encontrar resenha , analise e comparações entre livros e filmes sem spoiler chato , bastidor de autor, e dica do que ler quando sentir que pode salvar o mundo antes do café . bora nessa? Toda quinzena uma dose de adrenalina , prometo zero tedio e muita bala , se inscreve o perigo começa

MEU LIVRO ESTÁ AQUI ESPERANDO POR VOCÊ:

O autor da mensagem, e não o BLOG Laurel Verbum, é o responsável pelo comentário.

 
 
 

9 comentários

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antonia rejania martins pedros
há 5 dias
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente crônica , muito boas as comparações sobre livros e filmes , jack reacher muito interessante, o escritor Rodrigo, Sepúlveda entende quando o assunto e ação e aventura , já estou seguindo

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Edvaldo
há 5 dias
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Mais um tiro certo do escritor Rodrigo , todos os filmes do Jack racher são incríveis, mas confesso que a série da prime foi a melhor , os livros do Lee child são muito bons , excelente escolha , virei fannn

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Tiffany Tavares
há 5 dias
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Adorei a matéria do livro do Lee child , o escritor Rodrigo Sepúlveda já está entre meus favoritos, seu livro codinome Gringo está chegando , ansiosa para ler , só faltou falar da série com Alan richtson 😍😍😍

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Karina Santos
há 5 dias
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Tom Cruise!!! Amei a matéria do Jack racher, o escritor de ação e ravrntura Rodrigo Sepulveda entende muito bem de aventuras , parabéns, ansiosa para o próximo livro vs filme

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Alfredo Silva
há 6 dias
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Muito boa a segunda comparação dos livros com o filme do jack racher ,tenho 3 livros do Lee child, também gosto muito do tom clancy ,próxima matéria 007

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